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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Se é pra matar alguém então que mate o chefe!

Semana passada, tive uma daquelas maratonas loucas de trabalho. Desde que deixei de produzir eventos, eu não fazia mais isso. Foram 36 horas sem fechar os olhos. Sou daquelas que quando deita pra dormir tem que dormir horas e horas. Se tiver que levantar daqui a 2 horas, eu nem deito. Dormir pouco só me faz ficar mais cansada. Dormir é para os fracos.

Trabalhei normal na agência na quarta, jantei fora com o Elcio, cheguei em casa, tomei banho e sentei no sofá para esperar a hora da filmagem. 3h da manhã, eu já estava em São José dos Pinhais. Passamos o dia filmando e pipocando de locação em locação. Nenhuma dor barriga, nenhum imprevisto. Mas quando foi chegando o fim do dia, meu corpo já dizia:

FAVOR INICIAR MODO SLEEP IMEDIATAMENTE.

Pois bem, já era mais de 20h30min quando o trabalho terminou. Nos despedimos e embarcamos (o chefe e eu) no meu carro para ir embora.

Nunca gostei muito de dirigir e a falta de prática nos últimos 3 anos tem me deixado na mesma categoria das vovós de 73 anos que andam de carro para ir ao mercado. Tô supermeia-roda. Eu sei, é foda admitir.

Reparei que o meu carona que, até então, nunca tinha falado nada do meu jeito de dirigir, começou a me dar alguns direcionamentos, como:

- Rafa, o retorno é à direita.
- Fique aqui. Nesta pista.
- É um contorno normal, você tem que fazer a volta toda, ir até lá pra depois voltar....

Eu estava exausta e comentei:

- Nossa, tô tão cansada. Até minha vista está embaçada.

Aí, veio a pergunta, rápida feito um foguete:

- Quer que eu dirija?

Era tudo que eu queria ouvir. Parei o carro, trocamos de lugar. Ele sentou no banco do motorista, nem se ajeitou e perguntou:

- Rafa, onde é que liga do desembaçador? Porque não dá pra ver nada aqui.

E eu achando que estava com a vista embaçada..... Ai, ai, ai..... se é pra colocar a vida de alguém em risco, por que não a do chefe, né?????

terça-feira, 5 de abril de 2011

Os dias que eu morei em um carro

A história foi mais ou menos assim, em 2009 eu decidi de uma semana pra outra ir pra Espanha visitar minha melhor amiga. Nada de pensar mto, se planejar e coisarada.

Comprei as passagens, comprei uns euros e fui. Passei uma semana hospedada na casa dessa minha amiga (a Flor) e tinha mais uma amigona minha morando lá (a Suhelen).

A idéia era fazer uma trip para conhecer outras regiões da Espanha e pra eu ir surfar (ou continuar tentando...). Decidimos o destino: barcelona, bilbao, salamanca e pra economizar money a gente ia MORAR no CARRO!! Isso mesmo... comer, dormir, tomar banho, tudo dentro ou em volta do nosso carro.

Alugamos um carro um pouco maior, um berlingo. A Flor tinha tudo planejado. A gente iria fazer compras em mercado e comer sanduíches para economizar. Para usar o banheiro faríamos paradas diárias no MC ou Burguer KING. Para tomar banho a gente utilizaria as duchas de praia e o resto a gente se virava.



Posso dizer que as idéias eram boas, mas é LOÓgico que ñ saiu exatamente como planejado, neh? OS primeiros dias foi que foi... mas depois ficou frio, daí ferrou um pouco o banho. Acho que a gente tomava um a cada 2 dias. E se bem me lembro, um deles foi o que deu pra fazer em uma pia de um restaurante. hahaha! Era assim mesmo... na caruda... eu lavava cabelo na pia, trocava de roupa e boa... sai com o cabelo pingando.

Aí chegamos em São Sebastião, cidade do surf. Todo mundo lá andava com uma prancha embaixo do braço (mesmo de madrugada, ñ me perguntem pq). Daí a Suh e a Flor falavam, "viu Ni, aqui é teu lugar". A gente toda empolgada, já era umas 2hrs da manhã "Vamos pra night!"

O detalhe é q nessa hora nem nos ligamos que fazia 2 dias q a gente não tomava banho. Nem em pia nem em nada. Na real a gente nem mesmo tinha escovado os dentes. Tacamos o foda-se e partimos pra um barzinho super descolado.

Aí que a história ficou estranha... a gente toda fedida, despenteada e fizemos MUITO sucesso na tal night. Tudo bem q a gente eh brasileira e só isso já e um fator pra chamar atencão, mas aquilo era anormal. A gente se olhava e ñ acreditava naquilo. Não demorou 5min tinha uma roda de caras trocando ideia com a gente. E lá ficamos nós, todas todas. A Flor e Suh se olhavam e falavam "Cara, isso é demais. Nunca mais vamos tomar banho pra sair no Brasil!" Conhecemos argentinos, brasileiros, franceses, espanhóis.

A noite foi um sucesso. Daí chega umas 4 da matina e nós resolvemos ir embora. Nosso carro estava estacionado no centro da city. Num lugar que seria como largo da ordem aqui em Curitiba. Um dos carinhas se ofereceu pra nos levar em casa. No meio da camelada ele pergunta onde a gente tava hospedada. A gente fala toda empolgada "Nos moramos no nosso carro, ele tá estacionado ali no centro". Foi aí que o piá fala "Ah, então é por isso... eu e os piás achamos estranho mesmo! É por isso q vc tem essas caras de cansadas!"

Hahahahha! nem preciso dizer que acabou com a nossa auto-estima, neh???? Lá fomos nos todas desanimadas pro nossa casa-carro. hahahahaha! Mas essa trip garantiu várias histórias boas.

Esse era nosso visu antes de ir pra night...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Minha mãe é meio desligada...

A Nicole lembrou, aí vai mais uma. A minha mãe é fera em loucurada. As vezes eu acho que ela trabalha e se dedica tanto, que acaba se desligando ao sair do trampo. Quando a gente se desliga, faz besteira. O mundo é assim, nào dá pra dar mole que a gente se estrepa. Se você estiver na minha casa, precisar de fósforos e não encontrar, abra a geladeira. É quase certo que a doidinha guardou eles lá.

A Dona Lorete nunca dirigiu. Ela foi aluna de várias autoescolas de Curitiba mas, na hora da prova ficava nervosa e desistia. Quando meu pai morou em Brasília foi o maior perrengue. Todo mundo andando de busão e o carro do meu pai lá, curtindo férias na garagem do condomínio. Só sei que um dia minha mãe resolveu mudar esta história. Ela já tinha uns quarenta e poucos anos e depois de algumas tentativas conseguiu tirar a tal da carteira de motorista.

Era férias para nós, ninguém nunca mais precisou levar ela ao shopping ou ao mercado! Uma mãe motorizada é sucesso absoluto de vendas! Acontece que, apesar do benefício, ela ainda não estava preparada para toda autonomia de poder ir e vir, sem precisar de carona. Em uma das primeiras idas sozinha ao posto de gasolina, o inesperado acontece. Depois de entrar na lojinha do posto para pagar, minha mãe entra no carro, senta no banco do carona e fica esperando... Pois é, esperando o que? Um tempo passou até que ela observasse que os frentistas olhando ininterruptamente para o carro e alguns nem mesmo conseguiam segurar os risos. Foi aí que ela percebeu que nem eu, nem a Nicole chegaríamos para dirigir, pois, era ela quem tinha ido de motorista.

O pior de tudo foi ela ter feito tudo isso absolutamente sozinha e ainda ter espírito esportivo de contar pra gente. Obrigada mãe por ter partilhado este momento bizarro conosco.