As vezes eu fico pensando... e se eu tivesse uma mãe igual a centenas de outras mães?
Uma que fosse uma verdadeira dona de casa?
Que soubesse o que é um jogo de mantimentos?
Que não guardasse a caixa de fósforos na geladeira?
Uma Ana Maria Braga? Que não fizesse salada de tomate com atum e arroz de pacotinho no almoço de sábado?
Certamente teria que ser uma mãe não trabalhasse, teria que saber lavar, passar, e outras coisas de mãe.
Não poderia faltar a uma reunião escolar. Muito menos perder um ensaio ou apresentação de ballet.
Deveria saber todas as minhas notas, minhas aulas, minhas salas, meus cadernos. Os nomes das minhas professoras. Meus remédios.
Faria queijo quente, nega maluca e nescau todo dia para o lanche.
Esta mãe jamais tentaria tirar o esmalte com zero-cal.
Ela não pediria para eu abrir um chamado quando eu pedisse para ela marcar um médico pra mim.
Não erraria a data de um casamento. Não teria facebook, não arrumaria a impressora e nem saberia mandar um e-mail com anexo.
Ah! Não seria a minha mãe!
E eu não seria tão feliz! E não riria tanto! Que graça teria a minha vida se a minha mãe não fosse minha? Que história engraçada eu teria pra contar?
Mãe, Feliz aniversário. Obrigada por ser assim. Minha mãe maluquinha!
Te amo mais que tudo. Mais que o infinito. Um tantão assim que até dói.
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quarta-feira, 13 de março de 2013
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
A importância das escolhas
Eles se escolheram.
Antigamente os noivos se conheciam no dia do casamento e casavam por imposição da família. Depois veio o tempo dos namoros longos, das famílias acompanharem todo o processo de pegar na mão, visita “assistida” no final de semana e etc. Eles escolheram escrever a história deles diferente, se casaram no dia que eles escolheram: primeiro dia de primavera de 1979.
E resolveram que se conheceriam melhor depois do casamento.
Eles se descobriram aprendendo a “arte da convivência”.
Aprenderam que era difícil lidar com os defeitos do outro.
E, ainda sim, escolheram “se agüentar”.
Eles simplesmente decidiram que a felicidade de um estava ao lado do outro e acharam que isso bastava.
Iniciaram uma vida sem dinheiro, sem luxo e sem panelas. Era duro, mas era a vida que eles escolheram.
Eles trabalhavam muito, mas decidiram que teriam filhos.
Eles sabiam que educar duas meninas, do jeito que eles escolheram nos educar, não seria uma tarefa fácil.
Teve gente que achou loucura quando viu um operador de computador e uma digitadora, matricular, em escola particular, as 2 filhas. Mal sabiam estas pessoas que eles haviam decidido que educação de qualidade era a herança que eles resolveram nos deixar.
Foi tudo do jeito deles.
Erraram, acertaram e riram, nas duas situações.
Eles escolheram que seriam avós antes da filha engravidar.
Escolheram uma vida diferente.
Escolheram um caminho difícil e delicioso.
Escolheram ter uma família imperfeita que se ama.
Hoje, faz 32 anos que eles escolheram começar a escrever o “felizes para sempre” do Rogério e da Lorete.
Amo vocês. Feliz aniversário de casamento!
#todoscomemora
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Nossa primeira experiência como padrinhos de casamento
Até 2011 eu nunca tinha sido madrinha de nada, eis que em janeiro eu ganhei de presente da Nicole a minha Bellinha. Ela é a coisa mais preciosa do mundo e agora eu sou, também, responsável por ela. Ser padrinho ou madrinha não é apenas testemunhar é participar, orientar, cuidar, ajudar e, acima de tudo, AMAR . O dia do Batizado foi dos mais importantes da minha vida, só de pensar na responsabilidade que eu assumi já me emociono novamente.
Pouco tempo depois minha amiga Lu chamou eu e o Elcio para segunda missão mais importante de 2011: padrinhos de casamento. Fiquei super feliz com o convite, mas ser madrinha de casamento também é uma baita responsabilidade! Ainda bem que a Bruna e o Luiz irão dividir esta responsa conosco! O casamento da Lu de do Ricklay é agora o momento mais aguardado, estamos super ansiosos!
O Elcio nunca foi bom em protocolos. Ele não sabe muito bem o que fazer nestas ocasiões e tal. Mas tudo bem, ele se esforça. Se esforça tanto que num jantar que fiz aqui em casa para acertar os últimos detalhes do convite de casamento, eu e noivos estávamos na sala aqui de casa e, depois de um treino de tênis, o Elcio chega, abre a porta todo empolgado, e fala:
- Oi, sobrinhos!
Ai que vergonha, de onde que ele tirou de chamar nossos queridos afilhados de sobrinhos???????
Pouco tempo depois minha amiga Lu chamou eu e o Elcio para segunda missão mais importante de 2011: padrinhos de casamento. Fiquei super feliz com o convite, mas ser madrinha de casamento também é uma baita responsabilidade! Ainda bem que a Bruna e o Luiz irão dividir esta responsa conosco! O casamento da Lu de do Ricklay é agora o momento mais aguardado, estamos super ansiosos!
O Elcio nunca foi bom em protocolos. Ele não sabe muito bem o que fazer nestas ocasiões e tal. Mas tudo bem, ele se esforça. Se esforça tanto que num jantar que fiz aqui em casa para acertar os últimos detalhes do convite de casamento, eu e noivos estávamos na sala aqui de casa e, depois de um treino de tênis, o Elcio chega, abre a porta todo empolgado, e fala:
- Oi, sobrinhos!
Ai que vergonha, de onde que ele tirou de chamar nossos queridos afilhados de sobrinhos???????
segunda-feira, 14 de março de 2011
Homenagem a aniversariante da semana
Pra quem não sabe, ontem 13/03, foi aniversário da minha mãe! A Dona Loretinha é a avó mais sarada do sul do mundo! Em homenagem a este dia tão importante vou contar a história de um dos melhores micos da figura!
Era um sábado qualquer, chuvoso, minha mãe tinha um casamento pra ir, de alguém que trabalhava com ela lá na Secretaria do Trabalho. Vestido locado, bem bonito. Pretinho básico, digno de uma mulher casada ir desacompanhada a uma festa (meu pai não gosta de festa, convencer ele a vestir um terninho é praticamente impossível). Lá foi a Loreta passar a tarde se produzindo no salão. Pintou o cabelou, escovou, fez maquiagem, chegou em casa, tomou banho, colocou o vestido e saiu. Meu pai foi levar ela até a Igreja que ficava na Av. Getúlio vargas. Passaram uns 40 minutos, o telefone lá de casa tocou, era a minha mãe me pedindo pra confirmar o endereço da Igreja.
Diálogo telefônico:
- Filha, veja lá pra mim o endereço da Igreja. Eu tô aqui na rua mas eu entrei na Igreja errada...
- Como?
- É filha, veja pra mim, eu tô atrasada.
Juro que montei na minha cabeça a cena da mãe entrando correndo numa Igreja, procurando por um rosto conhecido. Vários minutos devem ter se passado até ela descobrir que ela estava no lugar errado. Eu imagino os convidados olhando aquela mulher de preto entrando sozinha na Igreja, sem entender nada!
Li pra ela o tal do endereço correto e lá foram eles procurar a Igreja.
Passa mais uns 15 min e o telefone toca de volta.
- Filha, acho que você leu errado. Veja o endereço pra mim, por favor.
Penso mais não falo, como assim li errado? Faz só 20 anos que vc paga meu estudo, acha que não sei ler?... alow?
- O endereço é Av. Getúlio, 1193.
- Não é esse filha, eu to aqui na frente, deve ter alguma coisa errada, leia pra mim o convite por favor. Você não tá vendo o endereço da entrega dos presente ou da recepção?
Aí eu fiquei indignada. Comecei a ler como eu lia quando aprendi a ler, sílaba por sílaba. Pausadamente.
Fu-la-do de tal e Ci-cla-no de Tal con-vi-dam pa-ra o ca-sa-men-to de seus fi-lhos blá, blá, blá, blá a re-a-li-zar-se no dia (pausa grande).
- MAAAAAAAAAAAAAAAAAEEEEEEEEEEEEEEEEE!
- O que filha?
- O casamento foi ontem! (Falei já segurando a risada...)
- Como assim? Eu falei com todo mundo no meu trabalho ontem, eu disse que eu ia...
- Tá aqui mãe, a data, foi ontem, 19h!
Silêncio mortal.
Depois que desliguei o telefone, eu dei tanta risada da minha mãe que vocês nem imaginam. A louca gastou com vestido, com salão e errou o dia do casamento!
Minha mãe chegou em casa, arrasada. Ela contou que na sexta antes do casamento, todo mundo saiu mais cedo pra ir no salão e tudo mais. Eu nem me liguei. Achou tudo bem normal.
Todo mundo riu, os Gordos (gi, André, Josi e Maurício) foram lá em casa pra conferir a louca produzida! Minha mãe só pediu pra gente tirar esta fotinho pra ela provar pra amiga dela que ela tentou ir no casamento... mas errou o dia!
Era um sábado qualquer, chuvoso, minha mãe tinha um casamento pra ir, de alguém que trabalhava com ela lá na Secretaria do Trabalho. Vestido locado, bem bonito. Pretinho básico, digno de uma mulher casada ir desacompanhada a uma festa (meu pai não gosta de festa, convencer ele a vestir um terninho é praticamente impossível). Lá foi a Loreta passar a tarde se produzindo no salão. Pintou o cabelou, escovou, fez maquiagem, chegou em casa, tomou banho, colocou o vestido e saiu. Meu pai foi levar ela até a Igreja que ficava na Av. Getúlio vargas. Passaram uns 40 minutos, o telefone lá de casa tocou, era a minha mãe me pedindo pra confirmar o endereço da Igreja.
Diálogo telefônico:
- Filha, veja lá pra mim o endereço da Igreja. Eu tô aqui na rua mas eu entrei na Igreja errada...
- Como?
- É filha, veja pra mim, eu tô atrasada.
Juro que montei na minha cabeça a cena da mãe entrando correndo numa Igreja, procurando por um rosto conhecido. Vários minutos devem ter se passado até ela descobrir que ela estava no lugar errado. Eu imagino os convidados olhando aquela mulher de preto entrando sozinha na Igreja, sem entender nada!
Li pra ela o tal do endereço correto e lá foram eles procurar a Igreja.
Passa mais uns 15 min e o telefone toca de volta.
- Filha, acho que você leu errado. Veja o endereço pra mim, por favor.
Penso mais não falo, como assim li errado? Faz só 20 anos que vc paga meu estudo, acha que não sei ler?... alow?
- O endereço é Av. Getúlio, 1193.
- Não é esse filha, eu to aqui na frente, deve ter alguma coisa errada, leia pra mim o convite por favor. Você não tá vendo o endereço da entrega dos presente ou da recepção?
Aí eu fiquei indignada. Comecei a ler como eu lia quando aprendi a ler, sílaba por sílaba. Pausadamente.
Fu-la-do de tal e Ci-cla-no de Tal con-vi-dam pa-ra o ca-sa-men-to de seus fi-lhos blá, blá, blá, blá a re-a-li-zar-se no dia (pausa grande).
- MAAAAAAAAAAAAAAAAAEEEEEEEEEEEEEEEEE!
- O que filha?
- O casamento foi ontem! (Falei já segurando a risada...)
- Como assim? Eu falei com todo mundo no meu trabalho ontem, eu disse que eu ia...
- Tá aqui mãe, a data, foi ontem, 19h!
Silêncio mortal.
Depois que desliguei o telefone, eu dei tanta risada da minha mãe que vocês nem imaginam. A louca gastou com vestido, com salão e errou o dia do casamento!
Minha mãe chegou em casa, arrasada. Ela contou que na sexta antes do casamento, todo mundo saiu mais cedo pra ir no salão e tudo mais. Eu nem me liguei. Achou tudo bem normal.
Todo mundo riu, os Gordos (gi, André, Josi e Maurício) foram lá em casa pra conferir a louca produzida! Minha mãe só pediu pra gente tirar esta fotinho pra ela provar pra amiga dela que ela tentou ir no casamento... mas errou o dia!
Só pra constar, apesar de louca, minha mãe estava linda!
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