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terça-feira, 12 de abril de 2011

Eu era pequena e bobinha!

Meus pais sempre foram de brincar comigo e com a Nicole, era pouco tempo que a gente passava junto mas quando eles não estavam trabalhando a gente logo inventava algum jogo ou brincadeira pra se divertir.
Valia de tudo, a gente até montou barraca de acampamento no quintal de casa uma vez né mãe?
Eram partidas intermináveis de jogo da vida, escadinha (não sei o nome desse jogo), cai não cai, cara cara, lince (nesse eu era fera) entre outros. Mesmo quando a gente cresceu, rolavam altas partidas de tranca, valendo café da manhã na cama no dia seguinte! Pra quem nunca brincou com o pai e com a mãe ou não brinca com os filhos eu digo:

Não importa quanto tempo você fica com o seu filho, o que importa é o quanto vocês se divertem quando estão juntos!

Eu era bem pequena quando rolou esta história. Meu pai me colocou em cima de uma muretinha e disse:

- Pula filha, o papai vai segurar você.

Eu sou cagalhona né genteeeeeeeeeeee! Não pulei. E meu pai insistiu:

- Pula filha, aqui nos braços do papai. Eu vou segurar você.

Nada de eu pular, dei aquela choradinha manhosa e fiquei lá paradinha no muro.

- Vai filha, pula! É divertido. O papai não vai deixar você cair.

Meu pai já meio de cara comigo, vira pra minha mãe e diz:

- Mãe, ela não quer pular. Não confia....

BOOOOOOOOOOOOOOMMMMMMMMMMMMPPPP!

Cheia de confiança, me joguei nos braços do meu pai e cai de boca no chão!

O problema é que ele estava olhando pra minha mãe e me espatifei. Foi um chororo daqueles mas eu acabei aprendendo que a gente tem que confiar desconfiando sem esquecer de avaliar as possibilidades!


Olhem que gracinha que eu era!





quinta-feira, 24 de março de 2011

Quando eu fui estagiária, aprontei cada uma...

Um dos maiores orgulhos que tenho no peito é ter trabalho com os melhores profissionais do mundo da PROPEG-PR. Fui muito feliz nos 3 anos que passei lá, comi muita pizza e passei várias madrugadas ao som de músicas sertanejas que Tutu carinhosamente selecionava (saudades imensas).

Eu nunca tinha trabalhado na vida. Marinheira de primeira viagem em todos os sentidos. Eu não tinha noção nenhuma do que eu tava fazendo lá e nem do que eu queria fazer. A falta de noção era tão grande que eu deixava várias bolas quicando. Principalmente no estúdio, eu não cuidava do que dizia e pagava altos micos!

Na minha segunda semana de agência cheguei mais cedo na hora do almoço, comprimentei as pessoas q estava por lá e comecei a fazer o meu clipping diário de anúncio de todas as concessionárias de todos os jornais do PR. Não lembro bem o que rolou mas alguém deve ter pedido pra eu ir buscar alguma coisa na criação e lá fui eu, toda feliz, falar com a galera.

Cheguei na criação e mandei essa:

- Oi pra quem eu ainda não DEI!

Silencio interminável. Só tinha homem naquela criação (a Neusinha não tava lá na hora)! Como assim oi pra quem eu ainda não dei? Ninguém nem teve coragem de responder o meu oi. Eu só ouvia o povo digitando sem parar no MSN.


Voltei pro atendimento vermelha como um pimentão! Não deu pra disfarçar e tive que contar o acontecido na sala dos criativos...

 Vacilei... eu ainda não sabia que não podia deixar a bola quicando. Virei piada. As pessoas das outras agências ficaram sabendo e volta e meia alguém lembra dessa história num boteco.... virei a estagiária que só dava oi pra quem ela ainda não tinha dado...

#amo

quinta-feira, 10 de março de 2011

Rafaela e Nicole na cozinha: uma dupla altamente explosiva

Nem sempre a gente teve esta vida mansa. A Sônia, que trabalha na casa da minha mãe faz um tempão, não esteve lá sempre. Já passamos por poucas e boas com esta história de empregada doméstica. Mas esta não é uma história sobre as empregadas, é uma história sobre o que a gente fazia quando elas não estavam lá.
A gente tinha só diarista então minha mãe se obrigava a deixar o almoço do dia seguinte pronto pra eu e pra Nicole só esquertarmos quando chegássemos da escola. Naquele dia minha mãe tinha feito arroz, purê e no forninho tinha uns pedaços de frango assados. Esquentar era fácil, né? Arroz e purê no microondas e é só ligar o forninho pra esquentar o frango. O fogão não era velho nem novo, ele ligava o forno sem fósforo, você só precisava girar o botão e segurar um tempo o botão pressionado. Fiz isso uma vez. Não acendeu. Fiz mais umas 3 vezes e nada do fogo aparecer. Eu já sentia o cheiro do gás então tive a brilhante idéia de abrir a porta do forno pro "oxigênio" entrar. Na escola o Professor Oromar tinha me explicado que só existia combustão se houvesse oxigênio.
Tentei mais umas vezes com a porta aberta e nem sinal de fogo. Resolvi meter a cara no forninho pra ver o que estava acontecendo. Segurando o botão que ligava (ouvindo o tec tec tec das faíscas) eu meti a lá dentro. Foi aí que veio o
BOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMMMMMMMMMMMMM.
Surgiu uma bola de fogo imensa lá dentro do forno, passou pelo meu rosto e se dissipou pela cozinha. O barulho da explosão foi tão alto que todo mundo do prédio correu lá em casa pra ver o que tinha acontecido.
Eu só lembro de sair correndo e levar as mão no rosto já pensando, se eu tiver me queimado na cara minhas mãos vão ficar grudadas!
Graças a Deus nada de grave aconteceu. O fogão precisou ser trocado mas nada muito sério. Ah! eu já ia esquecendo. A bola de fogo que passou pelo meu rosto só queimou parte dos meus cílios, sombrancelha e cabelo. Meus cabelinhos do rosto ficaram tudo meio grudado e fedendo a fio queimado!

Eita família incendiária!!!!

terça-feira, 1 de março de 2011

Oi, meu nome é Rafaela e eu já fui trabalhar com um cabide pendurado na roupa.

Minha família não é bem uma democracia, mas achei melhor eu postar logo um mico meu que é pro povo não se ofender e dizer que eu conto só coisas que aconteceram com os outros.

A loucura é genética, eu sou a filha do cara que achou que Comming Soon era nome de filme e da mulher que confunde transplante com upgrade. Como eu poderia ser diferente deles? É lógico que eu já cometi vários erros e já quis me afundar em vários buracos de tanta vergonha. Não tem jeito, filho de peixe...
Eu tô aqui hoje, pra me abrir com vocês e dizer que faz 468 dias que eu não pago nenhum mico. Meu recorde já foi 1823. Mas é um dia depois do outro e a gente vai levando.

99,9% dos dias eu acordo atrasada, aí corro pela casa fazendo tudo o que tenho pra fazer e torcendo para não esquecer de nada. Era uma manhã bem fria, daquelas que você pensa 196 vezes antes de levantar da cama. Acordei, tomei meu banho matinal, tomei café, me arrumei, escovei os dentes, catei uma roupa qualquer no armário e saí correndo ainda vestindo o casaco.

Entrei no carro, e durante o trajeto Boa Vista - Marechal Deodoro aproveitei para me maquiar, twittar e ler meus e-mails, super desligada. Como sempre, o Elcinho me deixou perto da porta do Edifício Muralha que fica praticamente em frente ao Shopping Itália. Saí do carro correndo e no que eu me levanto escuto o barulho de um plástico caindo na calçada. Como eu só estava carregando a minha bolsa, nem dei bola e continuei andando. Foi aí que uma senhora me cututa e diz:
- Moça, acho que isso aqui é seu.
Eu olho pra um CABIDE marrom que está na mão da Senhora e faço aquela cara de ponto de interrogação. Mas ela senhora continua falando.
- É sim, caiu de você.

Eu não sabia se ria ou se chorava, sei que eu fiquei com tanta vergonha que nem consegui pronunciar palavra nenhuma! Só catei o cabide da mão da moça com aquela cara de quem chora rindo e entrei no prédio. Gargalhei alto no elevador, e os Chineses simpáticos que ficam aqui no prédio ficaram me olhando e se perguntando: quem é esta louca que ri sem parar segurando esse cabide na mão? Só de pensar o que eles comentariam sobre mim assim que eu saísse do elevador eu ria ainda mais!

Cheguei na agência dando tanta risada que eu não conseguia nem contar pras pessoas o que tinha me acontecido...virei piada aqui na agência, todo mundo lembra. Dá nada. Já aprontei outras piores.... a graça é rir da vida!